Grupo 5 - 7º Semestre Noturno
ACÁCIO DANTAS
FLAVIA J. BARRETO
GUILHERME BRAGA
RENATA LORENZETTI
HERBÁRIO
Nicotiana tabacum
Família
Pertence à família Solanaceae e é originário da América do
Sul.
Reino:
Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Grupo Químico: Alcaloides
Classificação: Piridínico
Nome científico
Nicotiana
tabacum
Os termos tabacum e tabaco
vêm do nome de um tipo de junco vazado que era usado pelos indígenas para
inalar o fumo. Nicotiana vem do nome de um médico francês, Jean Nicot
(1530-1600), que estudou os efeitos da nicotina e a recomendava como uma
substância que "curava-tudo”.
Nome popular
Fumo; Fumo de corda; Tabaco;
Rapé; Erva santa;
Fonte fig 1: http://www.henriettes-herb.com/eclectic/bigelow/pics/bigel-pl40-nicotiana-tabacum.html Fonte fig 2: https://www.botanical.com/botanical/mgmh/t/tobacc21.html
Características
A planta do tabaco pode
chegar a medir até dois metros de altura, e possui uma cobertura de pelos
viscosos. Os caules são eretos, robustos, cilíndricos e ramosos. As folhas da
planta são alternas, sésseis, ovais ou lanceoladas pontiagudas, inteiras,
pegajosas, com nervuras salientes no seu interior e com cor verde
prevalentemente em sua pagina superior, possui um cheiro fraco, com um sabor
levemente picante, nauseoso e amargo. Suas flores são grandes, rosadas, com
brácteas dispostas numa panícula na extremidade dos ramos. O fruto se dispõe em
formado de capsula ovoide, com muitas sementes pequenas, rugosas,
irregularmente arredondadas.
Nogueira ([200-?]) descreveu as principais classificações das
folhas do fumo como:
Parte inferior - chamada “Livre Pé”, produz
folhas do tipo volado, de suma importância para a combustão, por possuírem um
alto teor de nicotina, sabor leve e ligeiramente aromáticas.
Parte intermediária - chamada de “Centro Pé”,
responsável pela produção de folhas grandes, do tipo seco, com aroma de média
intensidade, bem equilibradas.
Parte superior - denominada “Corona”, é
produtora de folhas menores, de sabor e aroma encorpados, do tipo ligeiro.
História
da Origem
Originado da América, o
tabaco, descrito cientificamente como Nicotiana
tabacum e a Nicotiana rústica,
ambas floresceram nos planaltos do Peru e México respectivamente. Contudo, a
origem americana é confirmada pois a planta somente foi conhecida pelo mundo
após o descobrimento da América. Um dos primeiros europeus a ter contato com o
tabaco foi Cristóvão Colombo, que durante sua expedição datada em 1492,
presenciou a utilização pelos indígenas Ganaani do arquipélago de Baama ou
Lueaias.
Durante os séculos
seguintes, o uso do tabaco se expandiu através do mundo, embora a vigorosa
oposição oficial e suas penalidades Draconianas que eram por vezes, aplicadas
em alguns casos.
Em 1928, Posselt e Reiman,
isolaram pela primeira vez a nicotina através das folhas do tabaco. Por volta
do século XIX, com o surgimento de variedades do tabaco, a evolução da secagem
das folhas e a maquinaria que produzira em massa, facilitaram a expansão de um
novo produto, o cigarro, mais acessível financeiramente, mais limpo que o
charuto, e com fumaça suave que permitia ao praticante do tabagismo, tragar.
Princípio toxico ativo. partes que são tóxicas.
A variação da composição
química do fumo se dá a partir do modo de cultivo, o tipo da folha em questão,
região de origem, e as características de produção.
Estudos comprovam a
identificação de mais de quatro mil substancias químicas na fumaça do cigarro,
das quais, muitas contribuem efeitos positivos do tabaco. Entretanto, o
componente citado como responsável pelo desenvolvimento da dependência ao consumo
de tabaco, a nicotina, é encontrado entre essas substâncias.
Como atua no organismo dos animais – mecanismo de ação
No organismo, o monóxido de
carbono (CO) se acopla a hemoglobina, formando outra substancia denominada
carboxihemoglobina, a qual dificulta a oxigenação do sangue, o que pode vir a
gerar diversas doenças, como a aterosclerose.
A partir da combustão dos
derivados do tabaco, temos o alcatrão, o qual é composto por mais de 40
substancia cancerígenas e entre elas estão o arsênio, resíduos de agrotóxicos,
substancias radioativas como acetona, naftalina e tantas outras usadas como
veneno de rato.
A ação da nicotina se dá
diretamente no sistema nervoso central, chegando ao cérebro em aproximadamente
9 segundos após uma tragada. No cérebro, a nicotina vai estimular as células
cerebrais a produzirem dopamina, substancia essa denominada de neurotransmissor
associado à sensação de bem-estar.
Após a concentração de
nicotina diminuir no sangue, começam a surgir os sintomas de dependência,
causando no fumante o desejo de fumar novamente. Dado que causa dependência física,
a nicotina foi considerada pela Organização Mundial da Saúde em 1997, como
droga psicoativa.
A nicotina pode, alem dos
efeitos citados anteriormente, causar a diminuição do volume interno das artérias,
o que resulta na aceleração da frequência cardíaca e hipertenção. Juntando com
o monóxido de carbono, a nicotina provoca diversas doenças cardiovasculares, e
produz o estimulo de produção do acido clorídrico no aparelho gastrointestinal,
gerando ulcera gástrica e, desencadeando a liberação de toxinas no pulmão,
possivelmente gerando um enfisema pulmonar.
A fumaça do cigarro é
composta de duas fases: a particulada (condensada) e a fase gasosa.
Entre os
componentes da fase gasosa estão:
a) Monóxido de carbono
(CO): O gás é o resultado da combustão incompleta de substancias orgânicas,
cujo aspecto não apresenta cor nem odor, insípido, e não irritante. O monóxido
de carbono é considerado o gás mais poluente das camadas baixas da atmosfera,
causando anualmente diversas mortes acidentais e suicidas, resultantes de sua
inalação. Sua toxicidade não se julga unicamente ao efeito de interferência de
distribuição de oxigênio pelo sangue; o CO exerce também efeito toxico direto
ao se acoplar aos citocromos celulares, assim como os que se localizam nas
enzimas respiratórias e na mioglobina.
b) Dióxido de carbono
(CO2): Sua inalação pode resultar em aumento da velocidade de indução, sendo
assim, acelerando o fim da anestesia, o motivo de tal fato se dá pelo aumento
da ventilação por minuto e do fluxo sanguíneo cerebral, contudo, é inevitável
uma resposta leve a moderada de acidose respiratória. Dado que causa
vasoconstrição cerebral, é notável uma pequena redução no tamanho do cérebro,
aumentando assim o desempenho cirúrgico dos médicos em operações
neurocirúrgicas.
c) Óxidos de nitrogênio:
Com aspecto incolor, sem cheiro notável e insípido, é o único gás inorgânico
que se utiliza em praticas cirúrgicas, como anestésico. Seu uso como anestésico
foi empregado pela primeira vez por Colton em 1884, atualmente se usa como
adjuvante em grande parte de procedimentos com finalidade de anestesia geral.
d) Amônia: Soluções de
hidróxido de amônio são comumente irritante locais. Contudo, se aplicadas em concentrações
menores, na pele, possui ação rubefasciente.
e) Cianeto de hidrogênio:
Muito utilizado na indústria como protetor de produtos alimentícios
armazenados. Exerce função na forma gasosa, recebendo destaque por conseguir
atingir áreas inacessíveis comparados a outros protetores alimentícios. Também
utilizado para fumegar navios, edifícios e esterilização de solo. Com alta
afinidade pelo ferro em seu estado férrico, quando absorvido reage com rápida
ação ao ferro trivalente que existe no citocromo-oxidase das mitocôndrias,
consequentemente ocorre inibição da respiração celular, logo, a acidose lática
e hipóxia citotóxica acontecem. Com o bloqueio do oxigênio, o sangue venoso
torna-se quase que igualmente vermelho comparado ao arterial, por ser oxigenado.
O organismo, perante a essa situação, compreende que há falta de oxigênio,
ocorrendo então a estimulação da respiração. Nota-se também um estágio
transitório, onde há estimulação do sistema nervoso central, apresentando
hiperpnéia e cefaleia.
Por fim, convulsões
hipoxiais e parada respiratória, vem a morte. O tratamento pelo envenenamento
desse gás deve ser rápido, com prioridade a impedir o acoplamento do gás à
forma férrica do citocromo-oxidase.
f) Compostos voláteis com
enxofre em sua composição: Dotado de propriedades queralíticas, pode ser base
em tratamentos terapêuticos em certas afecções cutâneas. Isolado ou associado a
outros fármacos com ação queratoliticas, é amplamente usado no tratamento de
afecções da pele, como acnes, seborreias e dermatites, além de ter propriedades
fúngicas e parasiticida.
g) Nitritos: Os nitratos
orgânicos, nitritos, nitro compostos e tantas outras substancias que contem em
sua composição o oxido de nitrogênio, podem acabar por ativar a guanilato
ciclase, aumentando assim, a síntese de 3’, 5’- monofosfato de guanosina (GMP
cíclico ) no músculo liso e outros tecidos. Todas as drogas citadas
anteriormente acarretam na formação do oxido nítrico, que é um radical livre
reativo, que interage ativamente com o guanilato ciclase. Tal reação é
caracterizada pela estimulação da síntese proteica dependente do GPM cíclico, o
qual, gera uma desfosforização da cadeia leve da miosina. Há estudos que
demonstram que esta porteira tenha um papel importante durante o processo de
contração quando em sua forma fosforilada.
h) Alcoóis: Os alcoóis
alifáticos possuem variáveis de potencias sob aspectos germicidas em relação a
sua lipossolubilidade. Podendo assim, agir com potencia maior com o aumento da
cadeia ate se estabelecer como álcool amilíco. Logo, há formação de micelas que
agem limitando a disponibilidade do álcool livre. Tanto à ramificação, quanto o
acréscimo de radicais hidroxila, agem como redutores de potencia.
Destacam-se entre os alcoóis
o etanol (com ação antimicrobiana), isopropanol (quando em concentrações
superiores a 70%, possui espectro germicida mais potente que o etanol), e
outros 12 diversos.
i) Aldeídos: São diversos
os representantes destes compostos que possuem ação virucida, microbiana e
esporocida. Tendo como base que o agrupamento aldeído tende a condensar-se com
os agrupamentos amino, formando assim azoenzimas, além de outros tipos de
ligações. Nota-se também que, quando em baixas concentrações possuem ação
toxica sobre células e microorganismos. Em concentrações elevadas nota-se
precipitações de proteínas.
Além
dos citados anteriormente, encontram-se também na fase gasosa as nitrosaminas
voláteis, os compostos nitrogenados, os hidrocarbonetos voláteis, as acetonas e
outros.
A fase
particulada contém:
a) Nicotina: Hoje em dia existem varias drogas usada pela
medicina que são derivadas das plantas produtoras de alcaloides. É um grupo químico
bastante variado, sendo unificados pela propriedade química do nitrogênio
básico que é presente na sua estrutura e por realçar a ação em sistemas
biológicos, geralmente ela é toxica, alucinógena e terapêutica. A nicotina é um
alcaloide, é uma base volátil, sendo facilmente solúvel em água, incolor, que
só se torna castanha e adquire o aroma de tabaco quando é exposta no ar, ela é
capaz de formar sais hidrossolúveis e é um alcaloide liquido existente no fumo.
A nicotina estimula os gânglios autônomos em suas atividades farmacológicas. No
sistema nervoso central possui ação estimulante, sendo usada altas doses pode
ocorrer bloqueio periférico dos músculos respiratórios, tremores e convulsões,
depressão e morte, que vai resultar insuficiência respiratória. No sistema
nervoso periférico a nicotina vai ter uma estimulação transitória inicial,
seguida de depressão que geralmente é persistente em todos os gânglios
autônomos. A nicotina também tem ação bifásica sobre a adrenal, provocando em
poucas doses descargas de cetocolaminas e em muitas doses impedem sua
liberação. Na boca a nicotina possui um leve efeito antisséptico, que é capaz
de eliminar microorganismos como os bacilos da cólera e os meningococos. A nicotina como a acetilcolina consegue
estimular alguns receptores sensoriais. E ainda ela pode ser considerada um
anestésico, pois o seu pka é igual a 8,5.
Todas essas alterações que ocorrem no organismo se dá por varias junções
neuro efetoras e locais quimiossensiveis, e por ser alcaloide e todo alcaloide
tem uma fase que é depressora e estimuladora.
b) Alcatrão: Na medicina o alcatrão é considerado como antiseptico, pois ele possui
componentes fenólicos. O alcatrão de carvão e o alcatrão zimbro geralmente são
encontrados em preparações para o uso topico. Na maioria das vezes o alcatão é
usado para o tratamento de doenças topicas como a dermatite ecsematosa e
psoriase.
Animais comumente afetados
Por ingestão da planta: todos animais que
vivem em pasto, onde a planta pode crescer entre o plantio. Como Bovinos,
Equinos, Suínos, Caprinos e Ovinos.
Por inalação da fumaça de cigarros: todos
animais domésticos e/ou domesticados. Como exemplo cães, gatos, aves, roedores,
silvestres.
Ocorrências
Relatadas
Nos anos de 1967 e 1969 foram
verificados que nos estados de Kentucky e no Missouri teve uma epidemia da
planta. E os animais que ingeriram os talos do tabaco, como por exemplo as
suínas prenhes, após ao nascimento dos leitões verificaram deformidades
esqueléticas como a fenda palatina, todos os animais que fizeram a ingestão
entre os dias 22 e 53 de gestação nasceram com essa deformidade. Os defeitos como
as flexuras permanentes, se dá entre os dias 43 e 53 da gestação. E em relação
à deformidade dos membros pélvicos ocorre caso a ingestão se estenda até o 63º
dias.
Já com a ingestão de folhas do
tabaco e com o talo da planta foram observados defeitos esqueléticos e fenda
palatina inclusive em outros animais como vacas, ovelhas e cabras sendo todas
prenhes.
Em ratos, no pré operatório e
no pós operatório foi visto que o uso da nicotina atua aumentando as áreas de
necrose, e o uso por via subcutânea a nicotina atinge os pulmões, provocando
lesões nos bronquíolos, brônquios, septos alveolares e alvéolos.
Foi visto também que a nicotina
pode ser responsável pela teratogênese, em um estudo foi visto que a substância
teratogênica responsável pelos defeitos esqueléticos era o alcaloide piperidínico
anabasina, que extraído em grande quantidade pode ser encontrada no sumo do
talo na N. Tabacum. Foram feitas
pesquisas com os animais que foram expostos a fumaça inalada do cigarro e estes
animais estão sujeitos a contrair câncer de pulmão e câncer nasal, alergias e
asma. Alem desses animais inalarem a fumaça, a fumaça que está no ar pode ficar
depositada no pelo dos animais, deixando os animais mais expostos aos
componentes tóxicos e cancerígenos presente no cigarro, sendo o animal mais
acometido é o felino, pois ele se lambe mais que os cães.
Quando falamos de
envenenamento, quanto menor o animal, maior o risco de morte, pois a dose
toxica da nicotina varia de 20 a 100 miligramas de um cigarro, esse único
cigarro pode conter de 9 a 30 miligramas de substancias e 25% da nicotina fica
encontrada no filtro do cigarro que é encontrada no chão dos passeios.
Sinais Clínicos por consumo da planta
Vacas,
ovelhas, cabras e porcas tem seus filhotes nascidos com deformidades
esqueléticas e fenda palatina devido consumo em período gestacional.
Em
caso de ingestão, observa-se êmese, sinais de dor abdominal e diarreia pela
intolerância intestinal.
Em
exame clínico nota-se fraqueza, tremores, prostração,
taquicardia, hipertensão, aumento do débito cardíaco, andar cambaleante,
fibrilações musculares, paralisia, vasoconstricção periférica, vasodilatação
central, distúrbios respiratórios, convulsões e síncopes.
Sinais
Clínicos em decorrência de exposição e inalação da fumaça do cigarro
Quando o animal fica triste, apático,
prostado, brinca menos e geralmente as doenças citadas, já estão em um estagio
mais avançado.
O animal pode ter bronquite alérgica crônica
que é uma doença que vai evoluindo progressivamente, nesses casos o proprietário
percebe que o animal tem tosse constante e cíclica, engasgos que podem ser
confundido com êmese, a traqueia fica mais sensível. No caso de câncer de
pulmão o animal vai apresentar dispneia, cansaço, edema pulmonar, tosse e
engasgo, mas geralmente acomete animais com a idade avançada com 8 anos. Esses
sintomas podem ser confundidos com outras doenças como cardiopatia e pneumonia,
por isso que para fechar o diagnostico deve ser pedido exames complementares
como radiografia de tórax. Se afetar os olhos o animal pode apresentar a
conjuntiva inflamada e em casos mais graves ulcera de córnea, devido ao prurido
constante e olhos hiperêmicos.
Diagnóstico
Por exposição e inalação da fumaça do cigarro pode ocorrer
bronquite crônica, câncer de pulmão, conjuntivites, dermatites alérgicas,
doenças crônicas e incuráveis e vícios como no caso do papagaio.
Em cães e gatos as substâncias cancerígenas presentes na fumaça
do cigarro ficam acumuladas no pelo e acabam sendo ingerias através de
lambeduras. Os gatos possuem maior chance de desenvolver o linfoma maligno por
se lamberem muito e também acabam ficando mais expostos para ter um câncer na
boca. Os cães braquicefálicos e com o focinho médio estão mais pré-dispostos a
ter o câncer de pulmão. Já os cães com o focinhos longos são fumantes passivos
e esses estão mais pré-dispostos a ter um câncer nasal.
Antracose: É uma lesão que ocorre por inalar partículas de
poluentes que se instalam no pulmão, e acabam formando pigmentos escuros e se
esse quadro se agravar leva a câncer de pulmão. Isso ocorre geralmente em cães
braquicefálicos por que eles não conseguem filtrar o ar muito bem. Em cães com
o focinho longo pode ocorrer de ter tumor nos seios nasais. Por o animal viver
pouco a doença evolui mais rápido do que o esperado.
Após exames de raios-X e tomográfica, pode ser mais
encontrado: cardiopatia secundaria, bronquite e desenvolvimento de carcinoma
pulmonar, rinite, pneumopatia e traqueite.
Possíveis Tratamentos
De
exposição e inalação da fumaça do cigarro, para humanos tem tratamentos e
facilitadores respiratórios, para animais não foi mencionado estudos de
tratamentos, cita-se apenas para evitar fumar próximo de animais devido efeitos
malignos diretos da fumaça tóxica.
“Quando a via de intoxicação for tópica, indica-se banhar com água
e sabão neutro, para que haja remoção de toda e qualquer substância. E assim
remover a causa primária da intoxicação, que, neste caso, seria o ''tabaco'' em
contato com a pele” (SPINOSA, 2008).
Tratam-se
então os sinais apresentados como nos casos de êmese, sinais de dor abdominal e
diarreia pela intolerância intestinal, fraqueza,
tremores, prostração, taquicardia, hipertensão, aumento do débito cardíaco,
andar cambaleante, fibrilações musculares, paralisia, vasoconstricção
periférica, vasodilatação central, distúrbios respiratórios, convulsões e
síncopes causados pelo consumo além dos sintomas respiratórios principais por fumaça.
O atendimento deve ser o mais breve possível, podendo fazer
lavagem intestinal e administração de carvão ativado e os cuidados que evita-se
primeiramente que o animal tenha hipotermia, hipotensão, verificando a
necessidade de tratamentos salinos ou transfusões sanguíneas.
Em caso de convulsões, agitação e excitabilidade usam-se
benzodiazepínicos, que tem ação rápida
Caso ocorrer deficiência ou parada cárdica, deve ser feito
massagem e uso de medicamentos específicos como atropina e epinefrina intravenosa
devido efeitos deletérios da nicotina.
Referência
Bibliográfica:
BENÍCIO, T. M. A. B. MODELO EXPERIMENTAL DA INTOXICAÇÃO COM SEMENTES E
FOLHAS DE Mimosa tenuiflora EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO. Dissertação para a
Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, Patos/PB. 2008
COSTA, F. O. M. C. Dossiê Técnico. Cultivo de Fumo (Nicotiana tabacum L.). Universidade
de São Paulo – USP. Fev. 2012.
NOGUEIRA, C. Da
Semente ao Charuto: Como se faz um charuto. [S.l], [200?].
SILVA. G. R. C. ESTUDO DA EFICÁCIA DO ALLIUM SATIVUM L.,
1753 E NICOTIANA TABACUM L., 1753 EM NECROSES INDUZIDAS EM COELHOS,
GERADAS PELA INOCULAÇÃO DE VENENO DE LOXOSCELES INTERMEDIA (MELLO
LEITÃO, 1973). (ARACHNIDA: ARANEAE). Monografia Universidade Federal do
Paraná.Curitiba. 1999.
SOARES, E.L.C.et. al.
Família Solanaceae no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, Rio Grande do Sul,
Brasil. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, RS, v. 6, n. 3,
p. 177-188, jul./set., 2008.
SPINOSA, H. S.; GÓRNIAK,
S. L.; NETO, J. P. Toxicologia Aplicada à Medicina Veterinária. São
Paulo : Manole, 2008. 960 p.
Consultas online de
curiosidades para complementos:
Acessados em
06/03/2015.

